O Flamengo de 2026 viu sua organização tática ser sacrificada por uma decisão que dividiu até a equipe de arbitragem. No áudio divulgado, Wagner Reway é claro ao afirmar que o cartão vermelho era "muito forte" para o lance, descrevendo o contato de Evertton em Breno Bidon como lateral. No entanto, Rodrigo Pereira de Lima demonstrou uma leitura de jogo punitiva, insistindo que houve excesso na disputa e que a chuteira travou na perna do adversário. Mesmo diante do monitor, o árbitro ignorou a sugestão do VAR, mantendo a exclusão do volante aos 8 minutos do segundo tempo.
Silêncio da CBF sobre outros lances capitais
A divulgação seletiva da CBF gerou novas críticas, já que dois lances cruciais ficaram sem transparência:
Agressão de Gabriel Paulista: O zagueiro corintiano atingiu Jorginho ainda na etapa inicial, lance que muitos compararam à expulsão de Carrascal na Supercopa, mas que não teve o áudio revelado.
Pênalti em André: A suposta falta de Ayrton Lucas no segundo tempo, apontada por PC Oliveira como erro da arbitragem contra o Corinthians, também foi ignorada no pacote de vídeos da entidade.
Visão do Especialista e Desfalque
Para Paulo César de Oliveira, o "VAR intervencionista" acabou não sendo ouvido em um lance onde o critério deveria ser o amarelo.
Entrada Temerária: PC Oliveira reforçou que Evertton tocou na bola primeiro e que a valorização do adversário influenciou na percepção do juiz.
Baixa Confirmada: Com a manutenção do vermelho, o Flamengo não contará com Evertton Araújo para o duelo contra o RB Bragantino, no dia 2 de abril.
Gestão Leonardo Jardim: O técnico rubro-negro terá a Data Fifa para ajustar o meio-campo e lidar com a indignação interna pela condução da partida na Neo Química Arena.
O Flamengo encerra esta manhã com a sensação de que a transparência da CBF foi apenas parcial. Se a intensidade do clássico justifica o rigor, a falta de uniformidade nos critérios — especialmente na agressão não revisada de Gabriel Paulista — deixa o Rubro-Negro em estado de alerta para as próximas rodadas do Brasileirão 2026. A "raça" mostrada para segurar o empate com um a menos agora dá lugar à cobrança por justiça tática nos bastidores.
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