Conquista da Liga das Américas faz basquete do Fla viver dias de idolatria

27/3/2014 14:35

Conquista da Liga das Américas faz basquete do Fla viver dias de idolatria

No primeiro treino após o título inédito, jogadores posam para fotos e são tietados por crianças da escolinha de futebol, mostrando a popularidade da modalidade

Conquista da Liga das Américas faz basquete do Fla viver dias de idolatria
Jogadores do Flamengo sorriem durante treino na Gávea (Foto: Thierry Gozzer)



Eles chegam de fininho e ficam no canto da quadra. Tímidos, conversam baixinho entre si. Apontam os dedos, dão risada e mostram-se surpresos. Logo, um dos três meninos, entre sete e oito anos, encontra os ídolos. Não, ele não viu Léo Moura & Cia. A equipe de futebol não estava na Gávea. A criançada queria mesmo era filmar e ver de perto os jogadores do basquete do Flamengo. Campeões invictos da Liga das Américas, os atletas voltaram aos treinos na quarta-feira, no Ginásio Hélio Maurício, na véspera do duelo contra o Uberlândia, pelo Novo Basquete Brasil, e puderam colocar à prova o bom momento vivido pela modalidade. Atual campeão do NBB, o time entrou para a história ao conquistar um troféu inédito contra o Pinheiros, no sábado passado, com o Maracanãzinho lotado. E se nas arquibancadas a torcida gritou que "o basquete é o orgulho da nação", a facilidade com que os meninos da escolinha de futebol do Flamengo reconheceram Marcelinho, Laprovittola - inclusive acertando a entonação ao chamar o argentino -, entre outros, mostra que o basquete está realmente popular na Gávea.

- Ganhamos de maneira brilhante e invicta a Liga das Américas. Estamos no caminho certo. A ficha ainda está caindo. Tudo isso que está acontecendo, o reconhecimento cada vez maior... E estamos preparados para vencer ainda mais. Sabemos que nossa equipe tem muito potencial, força, não depende apenas de um jogador. É colocar isso em prática e espero que daqui em diante a torcida também compareça nos próximos jogos do NBB, porque se conseguirmos manter esse primeiro lugar na fase de classificação, garantimos mais jogos com o mando de quadra até o final da competição. E ainda mais se tratando de Flamengo, é importante, pois nossa torcida, quando jogamos do lado dela, nosso jogo fica ainda mais forte - garante Marcelinho, um dos mais procurados pelos meninos, que usavam os celulares para filmar o treino Rubro-Negro.

O técnico José Neto, com os pés no chão, garante que o momento é realmente bom, mas frisa que o trabalho não para. Se deu folga para os jogadores, com as atividades voltando apenas na quarta-feira pela manhã, com treino na academia, ele mesmo pouco relaxou. Na segunda-feira já estava, ao lado da comissão técnica, pensando no Uberlândia, rival desta quinta-feira, às 20h, no Ginásio do Tijuca, pelo Novo Basquete Brasil. Ele sabe, porém, que os jogadores devem manter o foco, mas não deixar de desfrutar e viver tudo o que o basquete e a popularidade da modalidade de agora em diante podem trazer.

- A festa foi para eles (risos). A comissão técnica não para de trabalhar. Na segunda-feira já estávamos trabalhando. Temos que colocar sempre o foco e criar um hábito. Os jogadores, claro, precisam desfrutar o que estão vivendo. Fiz uma reportagem com a taça da Liga das Américas nas minhas mãos, logo depois do título, e então ela foi para o poder do patrimônio. Isso que está acontecendo concretiza um sonho, dá a sensação de dever cumprido.

Vendo tudo o que fizemos, esse reconhecimento, a taça ao lado da conquista da Libertadores, me deixa muito feliz - diz Neto.

Tímida, a criançada da escolinha do clube ia e voltava do ginásio. Como quem fugia do treino no campo ao lado e rumava para a quadra de basquete. Além das fotos e dos vídeos, acompanhavam a atividade e faziam seus comentários.
- Olha lá, o Marcelinho, ele não erra um arremesso. E a bola sempre vai para a mão dele, toda hora, toda hora - diziam entre eles.
Por onde passam, os jogadores são cumprimentados, posam para fotos. O clima leve, sem tensão, pôde ser sentido no treino.

Mesmo focados no Uberlândia, e com Neto cobrando o grupo a cada jogada errada, ninguém perdia o sorriso. Felício, Meyinsse, Marquinhos e até Laprovittola, que não treinou por conta de uma lesão na virilha e é dúvida para o jogo desta quinta-feira, tinham o semblante da felicidade. Marcelinho sabe, porém, que é hora de "virar a chave".

- O momento é bom, estamos satisfeitos, mas espero que o time não entre nem mais leve ou nem mais pesado nos demais jogos. Nosso mérito foi sempre saber virar a chave. Vamos fazer sempre o nosso melhor e desta vez não será diferente - frisou o jogador.

818 visitas - Fonte: Globo Esporte


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