11/6/2026 15:46
Bruno Henrique do Flamengo permanece réu em caso de estelionato após negativa da Justiça
O TJDFT rejeitou o recurso da defesa e manteve o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, como réu em processo por estelionato envolvendo o mercado de apostas.
O cerco jurídico fechou de vez para o atacante do Flamengo. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) bateu o martelo, rejeitou em definitivo o recurso apresentado pela defesa de Bruno Henrique e manteve o jogador como réu em um processo criminal por estelionato. O caso, que arrasta um ruidoso impasse desde outubro de 2023, investiga um suposto esquema de manipulação de resultados em benefício de apostadores durante o rache entre Flamengo e Santos, pelo Brasileirão daquele ano.
Nos bastidores dos tribunais, a banca de advogados do atleta tentou melar a denúncia. A defesa alegou que as plataformas de apostas — tidas como as reais vítimas do prejuízo financeiro — não haviam formalizado uma representação oficial contra o camisa 27. No entanto, o desembargador Jair Soares contesta a tese e dispara que os alertas e comunicados enviados pelas empresas às autoridades policiais já bastam para configurar o manifesto interesse na persecução penal. Segundo o magistrado, a lei não exige formalidades engessadas quando o desejo de punição fica evidente.
A ralação com a Justiça não poupou a família do atleta. Além do atacante do Flamengo, outros seis indivíduos tiveram seus pedidos de trancamento negados pelo TJDFT. Entre os réus que seguem na mira da investigação estão o irmão e a cunhada de Bruno Henrique. Caso o desfecho da ação termine em condenação, o grupo encara penas duras que variam de um a cinco anos de reclusão, além de multa pesada estipulada pelo Código Penal — colocando o futuro de todos diretamente em jogo.
Se na esfera criminal o clima é de tensão e as consequências reais assustam, o cenário desportivo deu um refresco ao jogador. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) optou por um acordo travado apenas na carteira: aplicou uma multa de R$ 100 mil ao atleta, mas evitou ganchos e suspensões pesadas, o que permitiu que ele seguisse à disposição da comissão técnica rubro-negra no segundo semestre de 2026. A diretoria flamenguista admite preocupação com o desgaste da imagem institucional, mas cobra foco total do elenco para blindar o campo e manter o time focado na ralação diária pelo título nacional.
158 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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