10/8/2026 17:48
CBF aprova diversas novas regras para o futebol brasileiro
Clubes das Séries A e B aprovam regras contra cera e adotam a Lei Vini Jr no Brasileirão. As mudanças valem imediatamente para aumentar o tempo de bola rolando.
A tentativa de acabar com a cera e elevar a média de apenas 52 minutos de bola rolando no futebol nacional movimentou uma reunião de emergência no Rio de Janeiro e coloca a postura dos atletas totalmente em jogo. A CBF confirma que os clubes das Séries A e B aprovaram um pacote de regras severas contra o antijogo, que passam a valer imediatamente a partir da 23ª rodada dos campeonatos nacionais.
A mudança drástica no regulamento reage aos testes bem-sucedidos da última Copa do Mundo e a dados alarmantes que colocam o Brasil atrás de quase todas as principais ligas do planeta. A comissão de arbitragem contesta os constantes atrasos e admite que a adoção da chamada "Lei Vini Jr." — que pune com cartão vermelho direto o jogador que cobrir a boca para disparar ofensas ou provocações a adversários — é um marco de transparência para o esporte.
— A necessidade de combater o antijogo nos desafia a mudar a cultura do nosso futebol. A entidade admite a defasagem no tempo real de partida, e a cobrança por espetáculo nos cobra pulso firme. Não há nenhum acordo travado para tolerar paralisações táticas; a ordem é aplicar as punições sem hesitação — dispara o ambiente de bastidores da diretoria de arbitragem da CBF.
Entre os pontos que prometem gerar maior impasse nas comissões técnicas está a regra para o atendimento aos goleiros. Caso o arqueiro solicite médicos em campo, a equipe será obrigada a atuar por um minuto com um jogador de linha a menos. O técnico terá dez segundos para apontar quem sai; caso contrário, a escolha caberá ao capitão ou a um sorteio.
Além disso, reposições de bola em tiros de meta e laterais passarão a ter contagem visual de cinco segundos sob pena de reversão da posse, enquanto substituições atrasadas obrigarão o substituto a aguardar um minuto fora.
Buscando alcançar a meta de 57 minutos de jogo efetivo, a entidade cobra empenho de árbitros e atletas. A CBF confirma ainda a expansão do uso do VAR para corrigir segundos cartões amarelos aplicados equivocadamente, com previsão de checar escanteios originados de erros objetivos a partir de 2027.
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