O Flamengo encerrou a sua excursão de pré-temporada por Portugal levantando taça, mas o futebol acabou ficando em segundo plano em meio a um cenário de extrema tensão e recordações de uma polêmica de repercussão mundial. No último sábado, o Rubro-Negro venceu o Benfica por 2 a 1, no Estádio Algarve, e faturou o Troféu de Algarve. Os gols da vitória carioca foram marcados por Samuel Lino e pelo jovem Wallace Yan, enquanto o atacante Pavlidis descontou de pênalti para os donos da casa.
Para além do resultado, o confronto amistoso teve uma atmosfera digna de final de Libertadores. O clima de hostilidade subiu de tom com as vaias maciças direcionadas ao meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O atleta esteve envolvido diretamente em um grave episódio de injúria racial contra o astro brasileiro Vinícius Júnior — revelado no Ninho do Urubu — durante a última edição da UEFA Champions League. Apesar do cenário pesado, o atacante Samuel Lino garantiu em entrevista à DAZN que a agressividade do Flamengo em campo não foi uma retaliação deliberada.
“O jogador do Flamengo é isso, jogo duro. Não há isso de jogador que tem problema com a gente ou com alguém que passou pelo clube. O que aconteceu no passado não é da nossa conta. É claro que o Vinícius é um jogador extremamente especial para todos nós, mas dentro desse jogo não teve nada a ver. Nós já entramos com um jogo duro por natureza e é assim que funciona o Flamengo“, declarou Samuel Lino, blindando o elenco de narrativas extracampo.
Fato é que o clima quente quase saiu do controle. Logo aos 27 minutos da etapa inicial, Jaden Umeh precisou ser substituído às pressas após sofrer uma entrada violenta do lateral brasileiro Emerson Royal. Prestianni entrou no lugar de Umeh e passou a ser caçado com faltas duras pelos rubro-negros. Em um desses lances rípidos, o estopim acendeu na área técnica: houve troca de insultos ríspidos entre as duas comissões, forçando os atletas reservas e a segurança do estádio a conterem o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, para evitar agressões físicas à beira do gramado.
A ira da torcida e o clima ríspido encontram justificativa no ocorrido em fevereiro passado, durante o embate entre Benfica e Real Madrid. Na ocasião, Vinícius Júnior paralisou o jogo ao denunciar ter sido chamado de “mono” (macaco, em espanhol) por Prestianni. Embora o argentino tenha negado as acusações veementemente, a UEFA aplicou uma punição pesada de seis jogos de suspensão, sanção que a Fifa ampliou para nível mundial.
O triste caso acabou acelerando mudanças profundas no livro de regras do futebol moderno. O episódio motivou a criação e aplicação da chamada “Lei Vini Jr”, protocolo que prevê a aplicação de cartão vermelho direto para jogadores que esconderem a boca com as mãos durante discussões em campo para proferir ofensas. O mecanismo antirracismo, inclusive, já foi adotado pela Fifa na última Copa do Mundo.
Com o Troféu de Algarve assegurado na bagagem, a delegação do Flamengo inicia o voo de retorno ao Rio de Janeiro. O elenco se reapresentará no Ninho do Urubu para fazer os ajustes finais mirando o retorno oficial do Campeonato Brasileiro de 2026. O próximo compromisso está marcado para o dia 22 de julho, quando o Mais Querido enfrenta a Chapecoense.
E aí, torcedor rubro-negro? Você acha que a postura firme e o "jogo duro" do Flamengo em campo mandaram o recado correto no caso do Vini Jr, ou o time deveria ter focado apenas em jogar bola sem entrar na pilha do Benfica? Deixe seu comentário abaixo e participe da resenha do Mengão!
206 visitas - Fonte: TorcidaFlamengo
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