Sagrado, diz filha de ex-técnico do Fla sobre local que pai morreu afogado

13/10/2015 19:36

Sagrado, diz filha de ex-técnico do Fla sobre local que pai morreu afogado

Claudia conta já ter voltado a Carragas, região próxima da praia de Ipanema, onde Coutinho pescava imerso e foi encontrado morto a 1,5m de profundidade do mar

Sagrado, diz filha de ex-técnico do Fla sobre local que pai morreu afogado
Claudia Coutinho se emociona ao falar que filho fez mesmo gesto do avô (Foto: Reprodução SporTV)

Campos de futebol e as águas do mar. Esses eram os ambientes mais frequentados por Claudio Coutinho quando o assunto era esporte. Preparador físico por formação, com experiência nessa função por clubes e seleção brasileira, Coutinho também foi treinador do Flamengo, do Brasil, do Vasco e do Botafogo. Adepto do mergulho, o ex-técnico que ajudou a montar o time Rubro-Negro campeão da Libertadores e do mundo em 1981 veio a falecer em novembro daquele ano fazendo o que mais gostava nos tempos livres: a pesca submarina.

Sua filha Claudia Coutinho, que já o acompanhou quando criança nos mergulhos, revelou a emoção de já ter retornado as Ilhas Cagarras, local onde seu pai morreu. Médica e também apaixonada por esportes aquáticos, ela afirmou que estar no arquipélago próximo a praia de Ipanema significa estar em um local "muito sagrado".

- Já voltei várias vezes. Inclusive já nadei das Cagarras até Ipanema numa travessia. Na verdade a dor está dentro de mim. Não está naquele lugar. E a dor vai ficar aí. Do momento que eu soube da notícia até agora, é igual. Muda a forma de lidar com ela. Você acostuma com essa dor. Estar nas Cagarras significa estar num lugar muito bonito, muito especial, muito sagrado, que não tem nenhuma culpa do que aconteceu - revelou.

Claudia tinha 16 anos quando perdeu seu pai. Ao longo desses 33 anos, a Dra. Claudia Coutinho amadureceu, tornou-se médica, passou a integrar o departamento médico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Ela também virou mãe e um dia convidou seu filho Gabriel para visitar um lugar que o vovô adorava. E foi surpreendida com um gesto que seu pai fazia quando a levava para o mergulho.

- Botei o Gabriel de máscara e respirador e fui mostrar a cidade dos peixes (como Claudio Coutinho se referia a Ilha de Carragos). Fui de mão dada com ele. Foi muito emocinante. Teve uma hora que ele apertou a minha mão e apontou igualzinho meu pai fazia comigo. Fiquei tão emocionada que dentro da máscara fiquei com os olhos cheios d'água. Você vê que a coisa continua, não acaba. Eu tenho esse carinho muito grande pelo mar. O que aconteceu com meu pai não mudou isso. Continuo apaixonada pelo mar. Ele me ensinou isso - contou.

Coutinho teve duas passagens pelo Flamengo. A primeira foi de 1976 à 1977, sendo interrompida para assumir a seleção brasileira. Ele retornou à Gávea em 78, logo após a Copa, e ficou até 1980. Quando faleceu, em 1981, Cláudio Coutinho era treinador do Los Angeles Aztecs, dos Estados Unidos.

Outros clubes da carreira foram Vasco e Botafogo. Preparador físico por formação, ele integrou a comissão técnica da seleção brasileira durante a Copa de 1970 nessa função, a mesma que desempenhou no Olympique de Marselha em 1975 e no time olímpico da Seleção em 1976.

1322 visitas - Fonte: Globoesporte


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