Muricy traz boas perspectivas para o Flamengo

11/12/2015 20:14

Muricy traz boas perspectivas para o Flamengo

Muricy traz boas perspectivas para o Flamengo
Minha bola de cristal esta no estaleiro e, com isso, não dá para cravar que Muricy Ramalho vai dar certo no Flamengo. Tentando pensar com a cabeça da diretoria, imagino que ele foi chamado para dar um jeito num departamento de futebol que tradicionalmente deixa-se tomar pela preguiça, pela incompetência, pela falta de autoridade. Se não tiver respaldo para a faxina, Muricy não vai durar. Mas se tiver apoio, tem bastante a dar ao Flamengo.

Não vejo nele o perfil de um treinador que vá introduzir muitos conceitos modernos no que ele entende de futebol. Muricy tem um fórmula, que lhe deu muitos títulos, e vai seguir com ela. Claro que se o Flamengo tivesse condições de contratar Tite, seria melhor. Ou se o time já tivesse uma base, uma escola, um estilo de jogo, seria bobagem trazer um técnico que iria por tudo abaixo e implantar seus métodos.

Mas o Flamengo parte do zero. Dos anos 30 aos 70, o clube se tornou o maior fenômeno de massas do país graças ao conceito de raça, de doação, de ídolos forjados muito mais no sangue e pele rubro-negros do que no talento. Era um time que só sabia e só podia atacar, impulsionado a cada domingo por 100 mil pessoas no Maracanã. Com a chegada de Zico e sua turma, com os conceitos de Cláudio Coutinho, o Flamengo criou, aí sim, uma escola de posse de bola e futebol organizadamente ofensivo.

Com o tempo isso foi se diluindo. Menos até 92 quando Júnior ainda ditava o ritmo, uma vaga lembrança até o tricampeonato estadual de 99 a 2001, com gente do porte de Bebeto, Romário e Petkovic. Mas ao longo do século 21, o Flamengo perdeu de vez o elã ofensivo e, mais grave, perdeu a identidade. Não tem mais uma escola, e o triste fim foi decretado com a morte do velho Maracanã. Parte da mística rubro-negra foi retirada com os escombros daquele antigo Maior do Mundo.

Hoje é preciso recontruir. Mas o Flamengo ainda pulsa, e não dá para esperar a nova escola ficar pronta. É preciso, em paralelo, voltar rápido a vencer. É como o Brasil em 94, que segundo Parreira tinha que acabar com o jejum de Copas de um jeito ou de outro. E aí entra Muricy. Ele pode não ter condições de criar um estilo de jogo, uma nova escola. Mas sabe ganhar. Vai fechar o time, vai forçar na bola aérea, na bola parada, e pode com isso, que tão bem sabe fazer, voltar a dar ao clube a condição de brigar por títulos, e não apenas para não cair como vem sendo nos últimos anos.

1215 visitas - Fonte: Globoesporte


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