"Flojito" Fla precisa de ajustes no meio e definição na função de Mancuello

6/3/2017 08:45

"Flojito" Fla precisa de ajustes no meio e definição na função de Mancuello

Com zaga e Arão mais adiantados, Romulo se perde na cobertura de Trauco e deixa espaços para o Flu. Argentino vai bem na bola parada, mas Berrío vai melhor na direita

Flojito Fla precisa de ajustes no meio e definição na função de Mancuello
Zé Ricardo entendeu que o Flamengo demorou a perceber a estratégia do Fluminense, de explorar a rapidez de seus jogadores de meio e de ataque, nos erros do time rubro-negro. Com linguajar habitual, o diário argentino "Olé" foi mais simplório: chamou o Flamengo de "flojito" atrás. Quis dizer, frágil. Ou, de maneira mais chula, apenas frouxo.

O primeiro tempo foi festival de jogadas em velocidade do Flu contra defensores do Fla correndo para trás. A primeira com poucos minutos de jogo, quando Romulo errou toque e se recuperou ao tirar a bola de Richarlison na área. Mas o volante, contratado para assumir a posição no meio de campo, vai precisar de ajuste fino para não ficar exposto na defesa. Trauco, que desde a primeira partida - contra o Boavista - mostrou deficiências na defesa, vai precisar de cobertura para jogar.  

O San Lorenzo é um time de característica diferente do Fluminense. Prefere o toque de bola à velocidade do contra-golpe. O meio de campo tem dois jogadores acima de 30 anos - Ortigoza, 32, e o cérebro da equipe, Belluschi, 33. O Tricolor, neste domingo, exceto Pierre (35 anos) e Henrique Dourado (27 anos), tinha atletas de 19 (Richarlison) a 24 anos (Orejuela e Wellington) do meio para frente. Contando ainda com Leo e Lucas, deixaram a marcação do Fla em calafrios.

Tanto Richarlison como o Wellington acompanhavam a saída dos laterais até o meio de campo e a partir dali eles flutuavam, não acompanhavam mais o lateral e ficavam nas costas desses laterais que subiam. Quem fazia a marcação do outro lado era o atacante (Henrique Dourado).

Faltou a leitura para a gente encostar ali, um dos dois volantes, ou então um dos zagueiros, encostar um pouco mais, para ter uma sobra nos dois jogadores deles, um dos atacantes e um de beirada. Era um 4-3-3 que o Abel montou. Demoramos a entender e acabamos dando espaço, principalmente quando eles recuperavam a bola, com muita velocidade do lado do campo - reconheceu, depois da coletiva de imprensa, Zé Ricardo.

Coordenação defensiva
O posicionamento de Romulo é um pouco diferente do de Márcio Araújo - titular no ano passado. Romulo não sai tanto para o jogo, mas marca mais avançado e tenta ajudar na aproximação a Pará, pela lateral, e Arão, pelo centro do campo. O outro volante, invariavelmente, entra mais e afunda no ataque. Qualquer erro acaba criando condição perigosa de contra-ataque. Ainda mais contra o Flu veloz de Abel.

Para aproveitar a qualidade do passe, Vaz também sai bastante - foi num toque, bem forte por sinal, que Guerrero ajeitou a bola para o gol que terminaria sendo marcado por Everton. Em outro lance, tentou o drible, perdeu e o Fluminense por pouco não aproveitou. Há ainda outra diferença na marcação. 

No ataque, Zé Ricardo desde o início do ano privilegiou a técnica de Mancuello em detrimento da velocidade de Gabriel. Jogador de toque de bola - é o líder em passe para finalizações no time, com 16 toques em sete jogos no Carioca -, Mancu por vezes se aproxima mais de Guerrero, outras vezes recua para armar o jogo, mas troca poucos passes com Pará. É função que ele não está muito acostumado a fazer, mas vem se esforçando para obedecer. Berrío não mostrou futebol exuberante, longe disso, mas tem mais força para ir e voltar na função que Zé quer ver.

Variações
O técnico Zé Ricardo dificilmente vai fazer mudanças para a estreia na próxima quarta-feira. Após a partida, mostrava preocupação com o ajuste do sistema defensivo. É provável que prenda mais Romulo e Arão na proteção à zaga. 

Apesar das dificuldades, o Flamengo tentou o empate, mesmo contra equipe que, mais ainda no segundo tempo, colocava armadilha para os avanços rubro-negros. Zé Ricardo colocou Gabriel, primeiro, depois o colombiano, tirou Trauco e mudou bastante a forma da equipe jogar. O Flamengo chegou a ter Guerrero, Vizeu, Berrío e Gabriel, com formação bem ofensiva. Diego recuou para o meio.

- Gabriel acabou fazendo um segundo meia, a gente trocou o 4-2-3-1 para um 4-1-4-1 com o Romulo mais centralizado atrás, com Gabriel, Diego, Berrío do lado e Everton do outro.

Acabamos abrindo até um pouco mais, botando o Vizeu, trazendo o Everton para a lateral.

Fomos para um 4-1-3-2, usamos as alternativas que achávamos que poderíamos chegar. E chegamos, tivemos alguns ataques, algumas conclusões a gol com os dois homens de referência, mas não foi o suficiente - lembrou o técnico do Flamengo.

6271 visitas - Fonte: Globo Esporte


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