21/2/2019 17:08

Mediação entre Flamengo e famílias das vítimas pode "ser encerrada rapidamente", afirma desembargador

César Cury, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, falou sobre o caso após a audiência do processo de mediação e vê possível acordo em breve

Mediação entre Flamengo e famílias das vítimas pode ser encerrada rapidamente, afirma desembargador

Junto aos representantes das famílias das vítimas do incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, o Flamengo deu início ao processo de mediação com os familiares das vítimas do incêndio do CT George Helal, que atingiu o alojamento das divisões de base, vitimando 10 jovens e ferindo três. A mediação ficou a cargo do desembargador Cesar Cury, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Numepec), que adotou um discurso de confiança após a reunião no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.



- Até agora, a adesão foi unânime, todas as colocações foram pertinentes e há grandes chances desse processo se encerrar rapidamente e com muito êxito - resumiu o desembargador Cesar Cury.

A mediação tem caráter confidencial e nela todas partes envolvidas expuseram suas dúvidas e posições contando com profissionais especializados que ajudam a identificar as questões mais importantes para atender às necessidades e ajudar a encontrar alternativas para um acordo. Psicólogos e assistentes sociais também estavam presentes e Cesar Cury atendeu a imprensa após cerca de três horas de reunião.

O Flamengo foi representado por Rodrigo Dunshee, vice-presidente jurídico e geral. O clube da Gávea deseja evitar a necessidade de uma longa disputa judicial e ouviu as exigências e os interesses de cada família. Existe a possibilidade de um acordo coletivo, mas, neste momento, a tendência é negociar individualmente, respeitando as respectivas necessidades.

Uma solução "justa e no menor tempo possível" é o desejo do clube, que se mostra preocupado em minimizar "a dor e o sofrimento das famílias", como publicado em nota, e em minimizar os danos à imagem da instituição.

O processo foi instaurado a pedido do Flamengo, após a discordância quanto aos valores das indenizações com o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública e o Ministério Público do Trabalho.

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Pai de Francisco Dyogo diz não ter sido comunicado; Demais famílias presentes
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Estiveram presentes no encontro representantes das famílias das 10 vítimas fatais (Arthur Vinícius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo Viana, Samuel Thomas e Victor Isaías) no Ninho do Urubu, no dia de 8 de fevereiro. Por ora, o Flamengo dá prioridade às negociações com essas famílias e as de Cauan Emanuel e Jhonata Ventura, atletas que ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados. O segundo segue internado e sob os cuidados do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Pedro II.

A família de Francisco Dyogo não esteve presente. Ao jornal "Extra", Francisco Pereira, pai do atleta, disse não ter sido procurado pelo clube sobre a audiência. Tanto o pai quanto o filho estão em Fortaleza. O Flamengo, por sua vez, alega que fez contato com todas famílias das vítimas e feridos, mas não entende que esse capitulo prejudique as tratativas com os familiares de Francisco Dyogo, uma vez que outras reuniões estão agendadas.

Além destes, 13 jovens das divisões de base e funcionários estavam no CT e escaparam sem lesões ou ferimentos. A estes, o clube está oferecendo apoio psicológico e emocional e, no futuro, pode oferecer compensação financeira.

Relembre o caso:
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O incêndio no alojamento nas divisões de base aconteceu no dia 8 de fevereiro e vitimou 10 atletas do Flamengo, de 14 a 16 anos. Três jogadores precisaram ser internados - Cauan Emanuel e Francisco Dyogo já receberam alta médica -, sendo que Jhonata Ventura segue aos cuidados do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Municipal Pedro II. O quadro do jovem é estável. Além deles, treze jovens escaparam do incêndio sem qualquer tipo de ferimento.

No dia 13, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão de todas as atividades das categorias de base no CT George Helal, o Ninho do Urubu, proibindo a entrada, permanência ou participação de qualquer criança ou adolescente no local até julgamento do mérito. A decisão é do juiz Pedro Henrique Alves, da 1ª Vara da Infância da Juventude e do Idoso.

Em caso de descumprimento, está prevista multa única no valor de R$ 10 milhões em relação ao Clube de Regatas do Flamengo e multa única e concomitante no valor de R$ 1 milhão ao presidente Rodolfo Landim. A decisão do TJ-RJ foi liminar parcial em ação civil publica do MPRJ que corre desde 1 de abril de 2015. Cabe recurso ao Flamengo em segunda instância.

A decisão está sendo respeitada. Após o incêndio, as atividades da base foram e a expectativa para que os jogadores se reapresentem na quinta-feira, dia 21. Contudo, sem a estrutura do Ninho do Urubu, a operação com atletas de fora do Rio de Janeiro deve permanecer suspensa. O clube entende que não há condições de receber centenas de atletas da base em outro local que não o CT.

O Flamengo se pronunciou em três momentos desde o trágico episódio. No dia do incêndio, o presidente Rodolfo Landim fez um emocionado - e curto - pronunciamento à imprensa na entrada do CT. O mandatário classificou o caso como "a maior tragédia nos 123 anos do Clube de Regatas do Flamengo".

No dia seguinte, na Sede da Gávea, quem falou foi o CEO Reinaldo Belotti, que coordenou o comitê de gestão de crise desde o início. O executivo reforçou a prioridade do clube no suporte amplo e irrestrito às vítimas e familiares e, com base em documentos, garantiu que o incêndio nada teve a ver com as condições da estrutura do alojamento das divisões da base no CT George Helal.

Nestes dois primeiros momentos, o clube não abriu espaço para perguntas. No dia 15, Rodrigo Dunshee, vice-presidente e vice-jurídico do Rubro-Negro, falou rapidamente após a reunião com os órgãos públicos e ressaltou que a atual gestão assumiu o poder apenas no começo de 2019. Após o pronunciamento, porém, Dunshee se irritou com as perguntas e retirou-se, dando fim à coletiva.

No dia 21, Flamengo e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Defensória Pública e Ministério Público do Trabalho não entraram em acordo quanto ao valor das indenizações a serem pagas às famílias das vítimas fatais. Segundo o MP, a oferta do clube ficou de R$ 300 mil a R$ 400 mil mais um salário mínimo por 10 anos à cada família, enquanto os órgãos públicos desejam o pagamento de R$ 2 milhões para um salário de R$ 10 mil até a data em que os atletas mortos completariam 45 anos.

Neste mesmo dia, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Defensoria protocolaram o pedido de urgência para que o Juizado Adjunto do Torcedor e dos Grandes Eventos determine o bloqueio de R$ 57,5 milhões das contas do clube da Gávea e a imediata interdição do Centro de Treinamento George Helal. Ainda não houve decisão judicial quanto o caso, e os atletas profissionais do Flamengo continuam treinando no Ninho. A direção entende que não há risco em realizar atividades diurnas nos campos e reforça que não está havendo utilização noturna de nenhuma estrutura do local.



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Flamengo, Família, Vítimas, Tragédia, Mediação

1113 visitas - Fonte: lance


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