O Flamengo já tem 116 gols em 2019. Juntos, Corinthians, campeão paulista, e São Paulo, vice, têm 114. Além do time carioca, apenas o Grêmio, com 105 tentos, já chegou à casa da centena. Rivais dos rubro-negros no Rio de Janeiro, Botafogo e Vasco reunidos somam mais do que os paulistanos: 115.
No Campeonato Brasileiro o líder soma 57 tentos, enquanto corintianos e são-paulinos têm a mesma quantidade. Botafoguenses e vascaínos acumularam 50 após 27 rodadas disputadas. Os números da Série A estão detalhados no site FutDados (veja a tabela abaixo).
Reprodução FutDados
Claro que nesse tipo de comparação é preciso considerar os investimentos, o potencial de cada elenco. E evidentemente Botafogo e Vasco estão muito abaixo do Flamengo em tal quesito, o que torna os números mais aceitáveis.
Não é o caso dos dois finalistas do Paulistão. Corinthians e São Paulo abriram os cofres para contratações na temporada, algumas bem grandes. E mesmo assim apresentam sofrível desempenho ofensivo, com poucos gols.
Vágner Love, Gustagol, Mauro Boselli, Alexandre Pato, Pablo, Raniel, sem falar em jovens com potencial ofensivo, como Antony, Pedrinho, e experientes como Daniel Alves. Entre atletas contratados, voltando de empréstimo e da base de cada clube, é muito bom (e subaproveitado) o material humano.
Então o que explica tamanha diferença? Evidentemente o potencial ofensivo do Flamengo faz com que seja natural sua liderança entre os ataques. Mas a distância de corintianos e são-paulinos é grande demais, injustificável. Não tem o menor cabimento o São Paulo apresentar a essa altura do ano o pior ataque da temporada entre os 20 times da Série A.
Mais um exemplo de que no futebol praticado em nosso país impera o jogo defensivo. Fábio Carille, André Jardine, Wagner Mancini, Cuca e agora Fernando Diniz (este ainda sem tempo que justifique avaliação mais ampla) não conseguiram, até aqui, fazer seus ataques funcionarem.
Algo que Jorge Jesus chegou fazendo. Desde os 6 a 1 sobre o Goiás em seu segundo jogo oficial, o primeiro no Maracanã. E aí, professores?
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