21/1/2020 11:13

Desprezo de técnico pelo Carioca está por trás da briga entre Flamengo xGlobo

Desprezo de técnico pelo Carioca está por trás da briga entre Flamengo xGlobo

Alexandre Schneider / Getty Images

Diálogo entre Jorge Jesus e a narradora Luciana Zogaib, da Rádio FERJ, no gramado do Maracanã durante a comemoração do título brasileiro do Flamengo depois da vitória sobre o Ceará por 4 a 1, em 28 de novembro de 2019:



Luciana – Meu primeiro ano e narrei os três títulos do Flamengo.

Jorge Jesus – Três?

Luciana – É, teve o Carioca antes de você chegar.

Jorge Jesus – E isso lá é título?

Em entrevista ao jornal português Record, Jorge Jesus comentou sobre a final do Mundial de Clubes:

"Conseguimos controlar ao máximo aquela equipe do Liverpool, sabendo que uma equipe tinha 80 jogos e a outra tinha 27. Se nós tivéssemos 27 e eles 80, seríamos nós os campeões do mundo. Pesou no prolongamento, como é óbvio".



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O Flamengo não fez 80 jogos em 2019. Foram 74, ou 76 se contarmos os dois pela Flórida Cup. Dezessete pelo estadual. Sem eles cairia para 59 partidas no ano. Número bem mais razoável.

Em 2020, o Flamengo não disputou o torneio nos Estados Unidos, mas vai encarar a Supercopa do Brasil contra o Athletico Paranaense no Mané Garrincha e a Recopa Sul-Americana enfrentando o Independiente Del Valle. Como o objetivo é disputar todos os títulos, o Flamengo pode chegar a 82 jogos no ano. Sem o Carioca, o número cairia para 64.

O estadual é um problema para os planos ambiciosos de Jorge Jesus. Além da dificuldade de um europeu compreender a relevância dessa competição, há o desgaste de um torneio que, entre todos os disputados, só não tem mais partidas que o Brasileiro na temporada. Além do desprezo do treinador português, os jogadores que vieram da Europa também resistem à ideia de jogar o campeonato regional.

O blog apurou que, além da óbvia euforia pelo título da Libertadores, muitos jogadores celebraram a conquista pela oportunidade de disputar o Mundial e esticar as férias até o final de janeiro para que a pré-temporada evitasse os primeiros jogos do Carioca.

O estadual também seria o motivo pelo qual Jorge Jesus planejou inicialmente trabalhar no Flamengo só até o final do ano e regressar à Europa. E uma das razões do clube chamar Lincoln, representante de Rafinha, para rediscutir as bases do contrato do jogador. O lateral é outro que considera o desgaste desnecessário e que pode pesar na segunda metade da temporada.

A mentalidade no departamento de futebol do Flamengo mudou. Radicalmente. E não há espaço para um torneio que perde cada vez mais significado no calendário brasileiro.

Mas ainda agrada boa parte da torcida. E, na prática, derruba treinador no Brasil. Pela "cilada" que ajuda a manter a estrutura federativa do futebol brasileiro, com clubes nas mãos de CBF, federação estadual e Rede Globo: a rivalidade. E também por ser a competição disputada nos fins de semana. Difícil um clube marcar posição, mesmo que um rival histórico fique com o título. Na emoção do momento, o apaixonado não quer perder e ser zoado pelo vizinho, pelo colega no trabalho e agora pelos memes nas redes sociais.

Por isso o Flamengo vive um conflito interno. Alguns dirigentes e conselheiros resistem à ideia de desprezar o Carioca, disputando com equipe alternativa e só utilizando titulares em algumas partidas – clássicos e decisões de turno. Há dúvidas quanto à reação da torcida em caso de insucesso. Basta lembrar que a derrota para o Botafogo na semifinal em 2018 gerou uma pressão suficiente para derrubar o técnico Paulo César Carpegiani e o diretor-executivo Rodrigo Caetano. O momento é outro, muito diferente, mas não existe certeza da compreensão do torcedor.



Com este dilema, o imbróglio entre Flamengo e Rede Globo em relação aos valores para transmissão dos jogos em TV aberta, fechada e pay per view soa como uma espécie de balança para o presidente Rodolfo Landim.

Segundo apuração do blog, a Globo ofereceu 17 milhões por ano e o Flamengo quer 80 milhões. Mais que o quádruplo. Por mais que o clube alegue que vive um momento especial e está em outro patamar, muito acima dos rivais Vasco, Fluminense e Botafogo, é uma pedida altíssima, fora da realidade. Mesmo com a noção de que em uma negociação a proposta inicial já é preparada para subir ou descer até o valor consensual.

Se não chegar a um acordo para todo o campeonato, o Fla pode vender os direitos pontualmente, em clássicos e decisões. Justamente nas partidas em que pretende utilizar o elenco principal – informação que a direção fez questão de incluir na nota oficial sobre a falta de acordo com a emissora. Ou simplesmente promover um "apagão", com os jogos transmitidos somente pelo rádio e esvaziar de vez o Carioca – cenário pouco provável.

Mas caso a Globo aceite aumentar consideravelmente a proposta, movida por cancelamentos de assinaturas do pay per view, Landim terá um forte argumento para convencer Jorge Jesus a rever os planos e disputar mais jogos que o previsto pelo Carioca. Assim agrada os que valorizam a rivalidade local.

Um cenário complexo. O blog reitera a visão de que os estaduais hoje são um problema no calendário, pois são os principais responsáveis pelo excesso de partidas e por não haver pausas durante a data FIFA – ou na Copa América, como acontecerá neste ano. A mesma conclusão de Jorge Jesus em poucos meses no futebol brasileiro que faz o treinador pressionar a direção do clube.

Uma disputa entre tradição carioca e mentalidade europeia. Quem vencerá a "queda de braço"?

Flamengo, Desprezo, Técnico, Carioca, Briga, Globo, Mengão

1029 visitas - Fonte: Blog do André Rocha


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O time principal esta de férias então coube o sub 20 jogar até o time principal se apresentar treinar e ficar pronto os garotos vão dando conta e mostrando que também podem contribuir com o time principal. e

Gil costa     

Se o Mengão tivesse abdicado de jogar o carioca ao invés da copinha teria sido mais vantajoso pq campeonato carioca éh uma merda,a copinha da mais emoção dokê essa imundice

Leonardo Melo     

Jornalista da globo querendo colocar fogo no fla

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