7/7/2020 16:10

Gerson se reinventa, sonha com a Seleção e diz que elenco do Flamengo não permite dia ruim

Gerson se reinventa, sonha com a Seleção e diz que elenco do Flamengo não permite dia ruim

Gerson saiu do Fluminense rumo à Europa em 2016, quando ainda se projetava um insinuante driblador, de assistências, gols e lances plásticos. Em 2019, chegou ao Flamengo, depois de três temporadas na Itália, para exercer uma função mais cerebral, ser influente com e sem a bola, na origem das jogadas ofensivas, e não mais na conclusão, e também na marcação.



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A naturalidade com que se apossou do meio-campo da melhor equipe brasileira em muitos e muitos anos foi espantosa. Um dos vários pilares do Flamengo, Gerson passou a ser observado também pela seleção brasileira. Nessa entrevista ao blog, o jogador fala sobre o sonho de ser convocado e também detalha sua reinvenção, iniciativa sua, depois de uma primeira temporada ruim na Roma.

– Antes eu era o cara do gol ou da assistência. Passei a entender que, mesmo sem isso, poderia ter influência no jogo. Essa é uma evolução que me dá prazer. Eu me tornei um jogador muito mais completo.

Veja algumas respostas do jogador em entrevista para o globoesporte.com

Passar a jogar mais recuado em relação ao seu posicionamento na base foi iniciativa sua ou de algum técnico no futebol italiano? E qual foi sua primeira reação? Você entendeu de cara que seria benéfico ou achou que, mais recuado, acabaria perdendo protagonismo?

– Sendo bem sincero, nesse período de aprendizado na Roma eu ficava em campo depois dos treinos e pedia aos treinadores, auxiliares, para me passarem coisas novas, posicionamentos, a maneira correta de se posicionar em cada função. Acredito que ali eu passei a construir meu caminho para poder atuar em uma nova posição. Na Roma eu joguei por dentro algumas vezes, como terceiro homem, mas a função que mais fazia era um ponta pela direita, com liberdade para armar as jogadas por dentro. Com o (Stefano) Pioli, na Fiorentina, joguei muitas vezes como segundo homem do meio-campo e, em algumas oportunidades, até como primeiro. Jogávamos com três zagueiros. Tendo sequência como segundo volante aprendi aquilo que eu acredito que mais precisava evoluir: intensidade sem a bola e poder de marcação. A posição te faz ter a bola sempre, isso é importante para eu estar os 90 minutos envolvido no jogo, e me fez entender que eu podia ser importante sem a bola. Antes eu era o cara do gol ou da assistência. Passei a entender que, mesmo sem isso, poderia ter influência no jogo. Essa é uma evolução que me dá prazer. Eu me tornei um jogador muito mais completo. E o Jorge Jesus tem grande parcela nessa evolução.

A posição de meio-campista, não o clássico camisa 10, mas esse de larga área de atuação, o box-to-box, ganhou protagonismo ao longo dos últimos 10, 15 anos. A Europa produz mais jogadores com essas características do que o Brasil. Por que isso acontece? O Brasil está começando a ter mais desses meio-campistas de qualidade?

– O Brasil hoje tem grandes jogadores na posição. Em qualidade e quantidade. Acredito que pelo futebol europeu ser mais dinâmico, quando há um atleta de qualidade de passe e batida de fora da área, fica mais fácil fazê-lo um jogador de destaque na função. O europeu já nasce com a cultura de que precisa ter intensidade o tempo todo no jogo.

Em maio de 2019, ainda na Fiorentina, você disse numa entrevista ao site da CBF que seu grande sonho era disputar a Olimpíada de 2020. O fato de você ter ganhado visibilidade e títulos desde então fez com que seu sonho se tornasse mais ambicioso e se tornasse a seleção principal?

– A seleção é o objetivo principal de todo atleta. Eu me sinto preparado para todo e qualquer desafio. Gosto sempre de dizer que somente o trabalho no dia-a-dia, em seu clube, vai te levar à Seleção. É nisso que procuro focar. Meu sonho é voltar a vestir a camisa amarelinha. No meu primeiro ano na Roma, quando tive poucas oportunidades, sempre passava pela minha cabeça o pensamento de não ser um jogador que fica indo de clube em clube. Busquei mudar e evoluir para conseguir atingir grandes objetivos. Um dos meus focos nesse retorno ao Brasil era, e ainda é vestir a camisa da seleção brasileira.

Você acredita que o fato de ter optado por não disputar o pré-olímpico pode te atrapalhar na seleção brasileira?

– É meu sonho e objetivo estar na seleção brasileira. Tenho certeza que no momento certo terei minha oportunidade e, quando tiver, vou procurar agarrar com unhas e dentes. Quanto à pergunta, o assunto foi conduzido, todo ele, pelo meu pai em conjunto com o Flamengo. Recebi um contato da comissão técnica da seleção olímpica, perto da nossa viagem para a disputa do Mundial, e a única coisa que fiz foi passar para o meu pai, que é o responsável por conduzir tudo isso com o Flamengo. Acredito que tudo foi tratado com transparência por todas as partes.

Você disse que não gostaria de ser um jogador que muda muito de clube. Isso é uma boa notícia para a torcida do Flamengo, sua quarta equipe como profissional, ou propostas europeias ainda podem seduzi-lo a fazer mais uma mudança?

– Estou muito feliz por tudo que tem acontecido comigo desde que cheguei ao Flamengo. Realizar o sonho de jogar no meu clube de coração é fantástico. Além disso, estou num clube que não deve em nada aos europeus. Posso dizer que estou muito feliz e motivado para conquistar ainda mais títulos com essa camisa. Apesar de saber que o futebol é dinâmico e não descartar outras possibilidades, o Flamengo hoje é minha casa. Aqui eu me sinto bem.



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