Faz nove dias que a torcida rubro-negra recebeu a notícia de que Lucas Paquetá acertou com o Milan. De lá para cá, além das negociações, o caso degringolou para a conturbada esfera política que o clube passa neste ano de eleição.
Abaixo, o GloboEsporte.com separou tudo que saiu de notícia no site sobre o meia envolvendo sua transação para o time italiano. Tudo começa com o acerto, passa pelos exames e repercussão nos jornais, até chegar ao momento que estamos, de questionamento político sobre a negociação.
O ACERTO
Na madrugada de quarta-feira, dia 10 de outubro, o acerto entre Flamengo e Milan por Lucas Paquetá se tornou público. Com Leonardo à frente da negociação, os italianos deixaram pelo caminho concorrentes de peso na briga pelo jogador e garantiram a contratação do meia, que chega ao clube em janeiro.
OS EXAMES
Na manhã do mesmo dia 10, Paquetá, num procedimento padrão, realizou exames médicos antes de oficializar o negócio com o Milan. Numa clínica na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o jogador, acompanhado por dois médicos do clube rossonero, chegou cedo ao hospital, passou por testes físicos e deixou o local após mais de 4h.
OS JORNAIS
A informação dada pelo GloboEsporte.com repercutiu na Europa. E os jornais estamparam as manchetes com o rosto de Lucas Paquetá. O canal "Eurosport", da França, falou em "jogo sujo" de Leonardo com o PSG, clube que já havia demonstrado interesse no jogador. Os italianos "Gazetta dello Sport", "Tuttosport" e "Corriere dello Sport" repercutiram o valor da negociação.
OS NÚMEROS DA TRANSFERÊNCIA
Flamengo e Milan fecharam a negociação em 35 milhões de euros. O clube carioca, dono de 70% dos direitos econômicos do jogador, leva 24.5 milhões de euros. Mas o valor total será dividido:
em 2018, o Fla recebe 5 milhões de euros
em 2019, os cofres receberão 25 milhões de euros
em 2020, o clube recebe os 5 milhões de euros restantes
O Rubro-Negro do Rio de Janeiro ainda pode receber um bônus e levar até 10 milhões de euros, mas depende de metas individuais e coletivas estipuladas para os cinco anos de contrato com o Milan.
A CAUTELA ITALIANA
Responsável pela negociação pelo lado do Milan, Leonardo preferiu não dar detalhes. Ao jornal "Gazzetta dello Sport", o dirigente confirmou o acordo, mas fez questão de destacar que o jogador ainda tem calendário para cumprir no Brasil com o Flamengo.
- Temos um acordo básico com o Flamengo, mas o mercado abre em 3 de janeiro, e a oficialização não pode acontecer. Mas o acordo está concluído. Teremos tempo para falar sobre isso. Ele tem 10 jogos para jogar no Brasil e ainda está na briga pelo título
O MOTIVO DA VENDA
Na última quarta-feira (17), a cúpula do Flamengo convocou uma coletiva no Rio de Janeiro com a intenção de esclarecer a negociação de Paquetá com o Milan.
O presidente Eduardo Bandeira de Mello foi o primeiro a pedir a palavra e destacou o ambiente político do clube ao falar em questionamentos maliciosos sobre o caso. Ricardo Lomba, candidato a presidente da situação, não escondeu o incômodo.
- Tentamos renovar, com reajuste e novo prazo. Mas temos que olhar as aspirações profissionais. Ele queria jogar na Europa, jogar a Liga dos Campeões, em um futebol mais estruturado. Lá fora ele atua 45, 50 jogos no ano. Aqui, 85 jogos, o dobro, quase. Não somos donos do atleta. Temos contrato profissional.
O INQUÉRITO
Também nesta quarta, o Conselho Deliberativo do Flamengo abriu inquérito para investigar a venda de Lucas Paquetá. Rodrigo Dunshee, presidente do órgão, questiona o momento e o valor da negociação com o clube italiano, que ficou abaixo da multa rescisória de 50 milhões de euros.
- A transação do Paquetá tem características fora do padrão que chamam atenção. A janela só abre em janeiro, mas a venda está sendo feita no meio do campeonato. Do preço total, 30% vão para uma empresa. É grave o fato de a venda ser feita por valor muito abaixo da multa - disse Dunshee.
ATAQUE DA OPOSIÇÃO
Com as eleições do Flamengo se aproximando, o grupo Fla-Tradição, liderado pelo candidato Marcelo Vargas, decidiu abrir processo de impeachment do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Em nota, o grupo listou questionamentos para tomar a decisão, entre eles a venda de Lucas Paquetá.
Olhando pelo lado positivo, o Flamengo voltou a produzir grandes craques, confirmando a velha máxima: craque o Flamengo faz em casa. E virão muito mais. Mais uma vitória da gestão EBM, só não vê quem não quer.
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