A tragédia no Ninho do Urubu, quando dez jovens das categorias de base do Flamengo morreram em um incêndio, completa um ano neste sábado e ainda gera bastante polêmica. Nesta sexta-feira, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) convocou o presidente do clube, Rodolfo Landim, e o vice geral e jurídico, Rodrigo Dunshee, dentre outros dirigentes para prestar depoimento. Entretanto, eles não compareceram e o presidente da CPI, o deputado Alexandre Knoploch (PSL), informou que vai convocá-los novamente, porém, com condução coercitiva em caso de ausência.
Segundo o deputado, na próxima sessão, caso os dirigentes não se apresentem, a Polícia Civil deverá conduzi-los para a Alerj a fim de que o depoimento seja prestado. O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, também convocado, conseguiu um voo de Brasília, onde estava, para comparecer.
Diante dos problemas gerados, o Flamengo enviou rapidamente seu CEO, Reinaldo Belotti, porém o mesmo não estava dentre os convocados. Familiares das vítimas também foram chamados. Wedson Candido de Matos, pai de Pablo Henrique, um dos mortos na tragédia, acusou o clube de ter abandonado os familiares.
“Desde a tragédia, conversei apenas uma vez com o Flamengo, e nem foi com um dirigente, mas sim com o advogado. O clube nos abandonou em uma atitude de total desprezo. Não sabemos o que vai acontecer. Não tenho raiva da torcida nem do time, mas acho que essa diretoria omissa vai deixar uma mancha muito grande”, disse
O Ministério Público está agindo e os dirigentes do Flamengo poderão responder criminalmente pelo incêndio. A postura de alguns tem irritado os familiares. Recentemente, um dirigente falou na FlaTV em “virar a página”, o que revoltou a família das vítimas.
Durante todo o ano de 2019, torcedores rubro-negros tentaram prestar homenagens aos jovens mortos na tragédia nos jogos. Contudo, alguns torcedores rivais utilizaram a tragédia para gritar contra o rival em jogos. O fato que causou mais polêmica aconteceu no Campeonato Carioca deste ano, na vitória de 1 a 0 do Fluminense sobre o Flamengo. Tricolores gritaram “time assassino” durante o jogo para provocar o rival. A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) denunciou o Tricolor na última segunda-feira e o clube irá a julgamento, podendo ser punido.
Flamengo, Dirigentes, Reunião, Alerj
Agora virou merda, ate deputado ta se achando juiz. Kkkkkkkk
É isso que não da pra estender, os dirigentes do FLAMENGO NÃO terem coração e nem a capacidade de se colocarem no lugar dessas famílias. Eu queria acreditar semana passada quando eles deram entrevistas tudo que aquilo que eles falaram era verdade, mas pelo visto as familias estão com a razão. Só de não se comparecerem estão mostrando a falta de respeito com os familiares das vitimas. Fico com vergonha de ser flamengo nessa hora. Francamente, muito triste essa atuação
Isso é vergonhoso, esse não é posicionamento de um grande clube. Eu por ser Flamengo estou decepcionado, o clute tem dinheiro para pagar e parece que não quer pagar.