23/9/2026 17:43

De 10 para 5 gringos: Flamengo traça plano com naturalizações para driblar corte da CBF

Com 10 estrangeiros e contratos até 2031, o Flamengo traça estratégia com naturalizações e mercado para se adequar à redução gradual aprovada pela CBF.

De 10 para 5 gringos: Flamengo traça plano com naturalizações para driblar corte da CBF
A decisão da CBF de fechar o cerco contra a presença maciça de atletas estrangeiros no Campeonato Brasileiro colocou o planejamento do Flamengo sob xeque. Derrotado politicamente na votação da última segunda-feira (21) — quando votou contra a medida ao lado de Bahia e Londrina —, o clube carioca agora terá de montar uma autêntica força-tarefa nos bastidores para equilibrar vínculos longos, mercado da bola e processos burocráticos de naturalização.

A nova diretriz impõe um funil rigoroso e escalonado: o limite de atletas estrangeiros relacionados por jogo cairá de nove para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e atingirá a cota máxima de cinco em 2030. Hoje, o plantel rubro-negro abriga dez peças internacionais — contingente que já obriga a comissão técnica a cortar um gringo por rodada na atual temporada.

O grande nó para a diretoria reside na extensão dos contratos vigentes. Apostas recentes como o atacante equatoriano Anthony Valencia e o zagueiro argentino Joaquín Freitas possuem acordos amarrados até dezembro de 2031, enquanto nomes titulares como Gonzalo Plata e Jorge Carrascal têm compromissos até o meio de 2029, mesmo período da renovação do volante Erick Pulgar.

Para evitar um desmanche forçado ou conviver com atletas caros encostados nos fins de semana, o Flamengo aposta fichas pesadas na concessão de cidadania brasileira para aliviar o teto. Pela legislação nacional, a naturalização ordinária requer quatro anos ininterruptos de residência no país, prazo que pode ser encurtado caso o cidadão possua filhos ou cônjuge brasileiros.

A corrida jurídica já começou para a primeira linha de corte em 2027. O meia Arrascaeta, residindo no Brasil há 11 anos, deu entrada na solicitação ainda em 2023 e cumpre os requisitos formais para obter o documento definitivo. O goleiro Agustín Rossi, o volante Erick Pulgar e o lateral Guillermo Varela também já alcançaram a faixa de tempo exigida para protocolar o pedido. Caso as concessões saiam a tempo, o contingente de não-nacionais desabaria de dez para seis, neutralizando os impactos imediatos da regra.

A gestão do elenco também passará por escolhas esportivas duras. Varela e Rossi têm vínculos que terminam em dezembro de 2027, momento em que o clube precisará avaliar se renova com jogadores que ocupam essas cotas. Cenário similar cerca o uruguaio Nicolás de la Cruz: com contrato até junho de 2028 e alvo de sondagens recentes como a do Peñarol, uma negociação de mercado pode antecipar o alívio das vagas sem a necessidade de esperar pelo passaporte nacional.

Já Saúl Ñíguez, vinculado até o fim de 2028, só completará os quatro anos de residência em 2029, o que inviabiliza o caminho da naturalização no curto prazo. Até o afunilamento máximo de 2030 — quando apenas cinco estrangeiros poderão assinar a súmula —, a diretoria da Gávea sabe que a sobrevivência esportiva dependerá de uma matemática precisa entre vendas cirúrgicas, transições da base e agilidade nos tribunais.

Postado por - 27 visitas - Fonte: Torcida Flamengo


VEJA TAMBÉM
- Flamengo ultrapassa R$ 100 milhões em bilheteria com mais de 1,3 milhão de torcedores
- De 10 para 5 gringos: Flamengo traça plano com naturalizações para driblar corte da CBF
- Pulgar desafia federação chilena, recusa convocação e dispara: "Nunca fui movido a críticas"


Avalie esta notícia: 0 0

Mais notícias do Flamengo

Notícias de contratações do Flamengo
Notícias mais lidas

Comentários do Facebook -




Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui ou Conecte com Facebook.
publicidade